domingo, 4 de janeiro de 2026

Mapa do VLT da Baixada Santista

aproveitando meu momentâneo desemprego, eu decidi usar meu tempo para criar um mapa pro sistema de VLT da baixada santista, ja que a emtu nao se presta a fazer isso mesmo o sistema ficando mais confuso com a abertura parcial da linha 2. portanto, cá esta!
 
 
 
caso você queira baixar a versão de resolução completa, ela existe aqui. espalhe para todos os lugares! imprima e cole nas estações! faça tudo! 
 
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

s.coups e mingyu reafirmam sua heterossexualidade com a difícil Pretty Woman

    life update: eu mudei de emprego. na real eu só fui de uma varejista de roupas para outra, mas além de ter uma gestão minimamente responsável, rotina previsível e um salário melhor, a minha maior mudança foi a playlist a qual eu ia ser submetido todo dia. bom, imagine minha surpresa quando a música que começou a tocar foi Essa:
 
 

sábado, 11 de outubro de 2025

desenterro de notas : 14 de novembro de 2023

feeling really good and romantic about life. the wind at the train station blows through my airy clothes as to signal that a new time is coming. and the bright grey sky that serves as the backdrops for middle class high rises conflicts with the yellow, warm yet methodical, comforting yet utilitarian, lights on the platform canopy.

things align themselves in funny ways and life fundamentally doesn't make sense, which beautifies the brief moments where it almost seems like it does. 

even two different pendulums eventually mirror each other and synchronize, and so is my mind with the world

quarta-feira, 16 de abril de 2025

desenterro de notas : 27 de setembro de 2024

chorei pensando no inverno quando eu tinha 8 anos. minha mae fazia um trajeto bem longo pra deixar a gente na escola e passávamos na marginal tiete, seca, fria, nublada e inóspita. lembro de ver as palmeiras tristes e desinfladas na frente de uma leroy merlin, e notar então que as estações tinham efeito claro no meu ambiente.
 

notei que as plantas estavam secas e tristes agora, mas logo, em algum meses, elas estariam vivas e desabrochando na primavera.
 

hoje não é inverno, mas a marginal continua seca, nublada e inóspita. não sinto frio faz uns 2 meses, devido às ondas de calor na época onde eu deveria me agasalhar com suéteres e pegar uma gripe.
 

acordar para a vida real foi uma das melhores coisas que me aconteceu. mas... as vezes me deparo com A Estrutura. toda a burocracia e dificuldade de viver a vida bem. sinto que estou me puxando pra cima numa montanha de rochas sem nenhuma ferramenta para me ajudar. e daí o desespero bate.
 

sinto falta da minha mãe, do abraço dos meus pais de quando eu saí do armário, do carinho de alguém que estava lá por mim. de ser vigiado por alguém mesmo sem ela olhar, que dorme me olhando com os olhos na estrada. hoje, a vida me esmaga como uma laranja virando suco. e eu me sinto sozinho.

sábado, 1 de março de 2025

lisa inova por não inovar em Alter Ego

isso vai ser parte um rant e parte um review bem fluxo de consciência sobre a mais nova blackpink a lançar um álbum de estúdio solo: lalisa manoban

capa de Alter Ego (2025)

pré-começo

a ideia das blackpinks lançarem álbuns fora do sistema de kpop e o olho fedido da YG me animou muito, visto que elas tem o dinheiro, influência, e fandom pra fazerem o que elas bem querem pela primeira vez na carreiras. a única coisa que impediria elas de fazerem algo mais doido seria o próprio medo delas, mas todas parecem bem contentes com os caminhos que estão levando.

agora: eu preciso admitir que não ouvi o álbum da rosé ainda e ele provavelmente é imune ao o que vou reclamar do Alter Ego, mas vamos chegar nas minhas conclusões reais sobre o controle criativo inédito de todas elas depois! por agora quero comentar da minha experiência com o roll out que a lisa fez.

começo 

rockstar me animou até que bastante pra uma música relativamente básica. pensei no que ela queria dizer e estabelecer com esse primeiro single: sua nacionalidade, sua influência como pop star global, e suas referências sonoras como ouvinte de música, e não só uma performer. parte de fazer música envolve amar abertamente outras músicas e incorporar mil outras pessoas em você mesmo, pois afinal nossa voz artística é as coisas que nós amamos expressadas da nossa maneira. então a sample de tame impala, o cameo de ícones trans na tailândia (um país que esquivou colonização e parece aceitar bem a comunidade), a estética futurista e a cinematografia fodíssima fez um grande impacto para mim!

logo depois, ela lançou new woman com a rosalía, e eu fiquei ainda mais animado. eu genuinamente acho o clipe lindo apesar de meio vazio, e provavelmente meu clipe favorito do dave meyers que tem uns toletes na videografia. o verso da rosalía tem uma mudança do tempo de 4/4 pra 12/8, e usa um ritmo comum em flamenco, que nem em Bulerías. esse tipo de atenção ao detalhe e referência cultural me animou TANTO e me deixou em uma êxtase de pensar... será que a cantora money tinha muito mais visão criativa e musicalidade a explorar agora? será que eu ia achar uma nova diva pop pra beijar os pés? as partes viadas do meu cérebro estavam ativadíssimas. 

e daí ela lançou moonlit floor que eu achei morna mas mostra mais referências dela com a interpolação de kiss me do sixpence none the richer, a música mais taylor swift debut que a taylor nunca escreveu. ela estar apaixonada por um milionário francês (situação assustadora) e referenciar os rumores disso de maneira direta foi bem surpreendente mas nesse ponto eu tinha outras coisas melhores pra ouvir, e ignorei.

e recentemente, ela lançou born again com a raye (mãe) e a doja cat (irmã). e eu realmente não consegui engolir muito essa música pela simples razão de que ela requer baita gogó, algo que a lisa nunca teve. for crying out loud, alguns tiktoks indicam que a raye que escreveu a música e topou fazer com a lisa, e depois a doja adicionou um verso gostoso ali. eu fiquei bem surpreso com quão bonita a voz da lisa é em new woman, mas ela está longe de ser uma baita vocalista que sustenta essa melodia insatisfatória e imemorável do refrão (perdão raye, ainda te amo)

meio

afinal o álbum saiu dia 28, e eu fiz meu dever como viado ex-kpopper atual músico + fã obsessivo de mulheres e baixei o álbum para ouvir lendo as letras. e me deparei com um pouco de confusão visto que tem duas versões do álbum, uma com vários feats e outro sem tantos, inclusive sem born again! o que muda muito o fluxo das coisas visto que ela é a primeira faixa na versão bonus. foi essa a versão que ouvi pois estava curioso de ver as músicas com a tyla e megan THEE stallion.

para melhor ou pior, o que eu me deparei foi um álbum bem... direto. ela comentou em hot ones sobre diferentes personas que ela criou para esse álbum, o que é uma visão muito interessante tal qual i am... sasha fierce, mas a divisão entre elas não fica clara dentro do projeto. ouvindo ele de cabeça a rabo, o álbum pinta a lisa como uma mulher muito rica que faz o que quer e ostenta bastante, e em duas músicas também uma simples lover girl. lendo o site dela lisaintroduces.com, sinto que não existe tanta diferença assim entre os estilos musicais que ela sentiu a necessidade de criar egos diferentes para explorar. 

musicalmente, realmente o momento mais interessante é o verso da rosalía em 12/8 e os sintetizadores em chill, cortesia do tropkillaz, que levam a música direto pros anos 00. estranhamente, com a falta de clareza dos alter egos e a falta de uma perspectiva unificadora em tudo, eu me senti ouvindo músicas da rihanna. mas não os hits icônicos e nem um álbum especifico dela, mas sim músicas aleatórias mais esquecíveis da camaleônica discografia dela enfiadas em um só álbum. 

final

em curto, foi meio desapontador ouvir o álbum da lisa e não sentir que tinha nada de novo ali. ou melhor, tinha! o cheiro da YG está bem longe do Alter Ego, e o projeto não parece mais o som blackpink criado pelo teddy onde tudo soa quase igual mesmo quando é diferente. mas ela troca o previsível dentro da YG para o previsível dentro do mundo pop ocidental, e continua sem deixar tão grande de uma expressão quanto eu achava. 

quem sabe eu fui meio bobo de esperar um motomami dela, que era bem o que eu imaginava mesmo. um álbum simultaneamente bangers e vulnerabilidade, falando das felicidades e dificuldades de ser rica, famosa e amada/odiada por muitos. o que eu recebi foi um álbum que, não lembro onde eu li isso, realmente não se preocupa em quebrar a ilusão de perfeição que idols são incentivados a manter. talvez seja até mais intenso agora, visto que dado o espaço para explorar outros temas e emoções, ela continua não o fazendo. vendo assim, é difícil dizer se ela é de fato uma nova mulher, ou se tem tanta diferença assim entre a old lisa e a old shit dela com essa new lisa. pelo menos ela pode falar fuck agora!

acho que no final das contas, essa leva de álbuns (alter ego e amortage especialmente) me diz que devo ter projetado um bom tanto no que um idol que fica tão popular dessa maneira faria. eu penso sobre o potencial de coisas a dizer, paradigmas a mudar e regras a se quebrar, criando algum impacto cultural e social real com o puro poder de vulnerabilidade, honestidade, e visão criativa. provavelmente, no fundo, elas só querem fazer o que já faziam de alguma maneira mais evoluída, ou mostrar lados performáticos novos e não tanto jogar uma luz sobre opiniões e pontos de vista pessoais. e isso tem mérito total, obviamente! e eu justamente procuro esse impacto em outras coisas agora, pois no fundo o que eu procuro não vai estar tanto em algo tão corporativo quanto k-pop, né? o mundo não é feito de chappell roans, infelizmente.

terça-feira, 21 de janeiro de 2025